sábado, 21 de abril de 2012

ABORTO - O FETO... “EMBORA ESTEJA NA MÃE, NÃO É A MÃE”

Às vezes, evitamos falar publicamente de certos assuntos polêmicos para evitar conflitos com as pessoas que nos rodeiam. Afinal, cada um tem sua opinião. Hoje, resolvi dar a minha opinião a respeito de um dos assuntos mais polêmicos da atualidade, Aliás, não é uma opinião. É uma postura de vida. O assunto: o aborto.
Vou iniciar essa reflexão com duas perguntas. Pensem sobre elas.

1 - POR QUÊ aquilo que era considerado crime até bem pouco tempo atrás agora não é mais?
2 - POR QUÊ os países mais “desenvolvidos” aceitam o aborto enquanto os mais “atrasados” o rejeitam?
Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos embrionários. Pode ser espontâneo ou provocado.
Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do período gestacional em que é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções cirúrgicas seguintes: A sucção ou aspiração; A dilatação e curetagem; A dilatação e expulsão; Injeção de soluções salinas.

Aborto como “Direito” da mãe
O aborto é frequentemente apresentado como um problema de "direito das mulheres". Na verdade, ser "pró-vida" é visto como sendo "contra os direitos da mulher". Deve-se lembrar porém que: O feto... “embora esteja na mãe, NÃO É A MÃE”. (texto-base da Campanha da fraternidade 2009).
No Brasil, o aborto voluntário será permitido quando necessário, para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez for resultante de estupro. O aborto, fora esses casos, está sujeito a pena de detenção ou reclusão. E agora, acaba de ser aprovada a descriminalização do aborto dos anencéfalos. Segundo alguns médicos, mesmo antes desta legalização se o aborto de anencéfalos fosse praticado “não haveria descumprimento da lei porque, embora o risco de morte da mãe não fosse imediato, estariam evitando que a mulher enfrentasse as dificuldades de uma gestação que, com certeza, redundaria na morte do feto”. Como se o procedimento de aborto fosse menos perigoso à saúde da mãe do que uma gestação… percebem? (veja tabela abaixo)
Os Efeitos do Aborto para a Mãe
Efeitos Físicos
Efeitos Psicológicos
Esterilidade
Abortos espontâneos
Gravidez ectópica
Natimortos
Hemorragias e Infecções
Choques e comas
Útero perfurado
Peritonite
Febre/Suor Frio
Dor intensa
Perda de órgãos do corpo
Choros/Suspiros
Insônia
Perda de apetite
Exaustão
Perda de peso
Nervosismo
Capacidade de trabalho diminuída
Vômitos
Distúrbios Gastro-intestinais
Sentimento de culpa
Impulsos suicidas
Pesar/Abandono
Arrependimento/Remorso
Perda da fé
Baixa auto-estima
Preocupação com a morte
Hostilidade/Raiva
Desespero/Desamparo
Desejo de lembrar da data de nascimento
Alto interesse em bebês
Frustração do instinto maternal
Ódio por pessoas ligadas ao aborto
Desejo de terminar o relacionamento com o parceiro
Perda de interesse sexual/Frigidez
Incapacidade de se auto-perdoar
Pesadelos
Tonturas e tremores
Sentimento de estar sendo explorada
Horror ao abuso de crianças


Efeitos Sobre a criança abortada: dores intensas (o feto é sensível à dor); morte violenta; aborto de crianças vivas que se deixam morrer.

Efeitos Sobre as crianças que nascem depois: abortos de repetição no primeiro e no segundo trimestre de gravidez; partos prematuros.
FONTE: Fr. Frank A. Pavone - Priests for Life

Agora, vem cá! Alguém que está lendo isso aqui é mãe? Então eu pergunto: quantos anos tem seu filho?  Um? Doze? Vinte e Cinco? Cinquenta? Você o teria amado menos se ele tivesse vivido apenas duas ou três horas? (um bebê anencéfalo vive em média 56 minutos, embora haja casos em que viveram por muito mais tempo – Marcela – Patrocínio Paulista – 1 ano e 8 meses) 
Mesmo no caso de bebês em desenvolvimento normal, idealistas pró-aborto defendem a ideia de que se o ato em si for realizado precocemente, nada será sentido, uma vez que não se trata ainda de uma vida, mas de um amontoado de células. Essa questão de quando teria início a vida é muito polêmica, mas aí vai alguns dados importantes: na segunda semana do desenvolvimento embrionário já ocorre a implantação do embrião no útero, fase em que provavelmente a mulher nem sabe que está grávida. Na 3ª. semana há formação do tubo neural (futuro sistema nervoso do indivíduo). Na 8ª. semana o embrião passa a ser chamado “Feto” e no final do primeiro trimestre (12 semanas), já se formaram todos os principais sistemas.
Ainda falando em legislação, se a legalização do aborto acontecer os médicos poderão poderão realizá-lo sem que isso seja crime. Mas... e se a paciente morrer? Ele estará isento de ser responsabilizado e processado? Há ainda a dúvida se a realização dos abortos não irá desmoralizar profissionalmente o pessoal médico envolvido, porque, afinal, a profissão do médico é a de salvar a vida, não de destruí-la, seja ela qual for.
         A preocupação é com a mulher. Sim claro. Manter seus direitos. Que tipo de preocupação pelas mulheres existe quando colocamos mais esforço em matar a criança do que em ajudar a mulher a manter seu filho? A mentalidade do aborto vê a gravidez como uma doença. Ela não leva a mulher a sério no seu único privilégio de poder gerar uma nova vida!
Uma feminista pela vida escreveu certa vez: "O aborto reduz as mulheres ao status de máquinas de fazer sexo que podem ser 'consertadas' se necessário. O aborto ajuda a aliviar a ansiedade do homem pelo sexo e o libera do último vestígio de responsabilidade. O sexo é realmente livre afinal!".
Favoráveis ao aborto alegam que o número de abortos ilegais é enorme em clínicas clandestinas, colocando em risco a saúde da mãe. Sério. Vocês acham mesmo que legalizando o aborto essas clínicas duvidosas vão deixar de existir e deixar de ter clientes?
E QUAL O PAPEL DE NÓS CRISTÃOS NESTA HISTÓRIA TODA?
"Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é suprimi-la". Papa S. Felix.
Puxa! A lei do aborto foi aprovada não nos resta mais nada a fazer... Nossa luta foi em vão. Engano. Agora é que nosso papel é fundamental! Nem tudo que é lei é ético. Nem tudo que é lei é bom pra mim. Já dizia São Pedro em Atos dos apóstolos: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens”.
Quando o Estado lava as mãos é que começa a nossa luta. Cabe a nós trabalhar incessantemente para tirar essa idéia perigosa da cabeça das futuras mamães. O estado não manda em seu corpo, futura mãe, a escolha é sua, não é? Então, escolha a vida. Mãe: “TUDO TE É PERMITIDO, MAS NEM TUDO TE CONVÉM”.
Ética é um conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, e moral é o conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade. Para que uma atitude seja considerada ética ela deve conter dois aspectos: ser aceita como valor de uma sociedade e respeite a individualidade do sujeito que se torna objeto de uma ação – assim um aborto pode ser legal e até moral, mas nunca poderá ser ético. O fato de haver uma aceitação por parte da sociedade e de ser juridicamente possível somente torna o aborto aceitável do ponto de vista moral. No aspecto ético, a individualidade do nascituro é desrespeitada

Por exemplo, Diz Frederico Guilherme em:
“A escravidão no Brasil até o século XIX era legal. A moral vigente também não via nem um mal em se ter escravos. Pelo contrário, possuir escravos era sinal de status, era uma marca de alguém bem sucedido na vida. O sistema legal e amoral vigente diziam sim à escravidão. Mas e o indivíduo escravizado; qual era o seu sentimento em relação à sua condição? Sua individualidade era respeitada? A escravidão, portanto, era moral e legal, mas antiética. O mesmo se aplica a questão do aborto. O sentimento que motivou os abolicionistas a lutarem pelo fim da escravidão foi esta insongruência entre a moral e a ética daquele tempo.
            Podemos pedir a legalização do aborto e este vir a ser legalizado, podemos mudar nossas concepções morais e entender o aborto como aceitável, mas este jamais será ético, jamais será imune de culpa aquele que pratica o aborto, pois por ser antiético, este nunca será de fato um procedimento inteiramente bom”.

"O maior destruidor da paz no Mundo hoje, é o aborto.  Ninguém tem o direito de tirar a vida; nem a mãe, nem o pai, nem a conferência, ou o Governo." (Madre Tereza de Calcutá - Mensagem à Conferência na ONU).
Santa Gianna, a santa antiaborto, foi canonizada pelo papa João Paulo II em maio de 2004. Seu exemplo foi ter-se recusado a fazer um aborto quando, grávida, os médicos lhe disseram que levar a gestação a termo a mataria. Conforme a previsão dos médicos, ela morreu ao dar à luz. A criança, uma menina, viveu. Dois milagres atribuídos a Gianna, garantiram-lhe a canonização, ambos no Brasil, apesar de a santa ser italiana (de Milão). Santa Gianna, que era médica, entendeu o verdadeiro sentido das palavras de Jesus: “Eu vim para que TODOS tenham vida” (João 10, 10). TODOS! E não apenas alguns.

E as duas perguntas do início da reflexão? Você já tem as respostas para elas?

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