segunda-feira, 11 de junho de 2012

CORAÇÃO TEIMOSO QUE NÃO SE CANSA DE SOFRER!

Dia dos namorados é uma data muito sugestiva até para quem não tem namorado. Dá vontade de ter um, só pra jantar juntinho, tomar uma taça de vinho, sentar de frente na mesa, olhar nos olhos, ouvir uma música popular brasileira e depois dormir abraçadinho, neste friozinho gostoso. Enlaçar os pés. Tudo isso parece perfeito. Se fosse perfeito. Mas não é. E aí quando você vê a realidade “nua e crua”, descobre que se você tivesse um namorado, provavelmente ele iria substituir o seu vinho branco por umas boas dúzias de cerveja, iria reclamar da sua comida que, “vamos combinar” não é realmente lá essas coisas (mas ele não tem direito de jogar isso na sua cara). Com certeza iria desligar aquele sonzinho suave e ficar mudando mil vezes o controle remoto para enfim, sempre parar naquele mesmo canal de esportes. Sem contar que dormir abraçadinho com o seu “príncipe encantado” pode ser o mesmo que tentar dormir abraçado com um cavalo numa baia. Um embate a noite toda! Aff!
Divagações infundadas de uma doida solitária, tentando achar desculpas para sua solidão e que sente falta de tudo isso. Não! De tudo isso, não. De tudo aquilo. Aquilo que eu descrevi lá em cima. Mas realmente alguns homens (só alguns - não vamos generalizar), se parecem mais com isso aí...isso aí, no final do parágrafo anterior. E apesar de saber de todas as loucuras que uma paixão proporciona, meu coração vive me “pregando peças”. E é com ele o meu “papo” de hoje.
Querido Coração,
Aos 15 anos de idade você amou pela primeira vez, lembra? Ou melhor. Pela primeira e última vez. Dos 15 aos 19 anos você viveu sobressaltado com o único amor das nossas vidas. Ele era lindo, lembra? Estatura mediana, moreno, cor de canela, cabelos lisos e os olhos verdes. Pareciam um alvorecer no mato de tão verdes. E seus olhos perdiam-se em uma timidez incomum. Era meu primo (ou melhor, ainda é). E amor, ele foi o único. Até hoje não sei por que não deu certo. Talvez para que se fizesse perfeito. Por que o único amor perfeito é aquele que não deu certo e ficamos a vida toda sonhando com a perfeição que ele seria. Os amores que dão certo nunca são perfeitos. A convivência trata de eliminar a perfeição.
Ah! Mas você, coração, nada sabe de amor. Você é mestre mesmo é nas paixões. E quantas paixões, não é mesmo seu imprudente. Seis ou sete...no ano. No ano, né?? Seu inconsequente. E as paixões sempre foram meu grande mal. Elas demoram em média 24 horas para me arrebatar. Você acelera, parece que vem à boca, minha cabeça gira e...Puff! Lá estou eu apaixonada. Já era!
Quase sempre essas loucas paixões se vão como vieram. Da noite para o dia. E eu, profundamente infeliz, parece que vou morrer e tenho certeza que você está partido. E deixa eu correr para recolher os seus pedaços, não é, seu maluco? E aí como em um passe de mágica, aquilo que eu achei ser o meu fim já ficou para traz e lá está você...de olho em outra confusão.
O problema é que a cada nova aventura sua, mais cicatrizes vão sendo deixadas. Algumas profundas e já estou cansada de ficar colando os seus cacos. Eu preciso, coração, que você descanse (e parece que ouço você me dizendo: “vou ter a eternidade toda para descansar”). Veja bem, Você já não é mais criança. Não fica bem ficar batendo feito louco por qualquer sorriso bonito que apareça (Nossa! E o último era bonito mesmo, hein?). Bom! Não importa! Deixa isso para lá. Essa é uma cicatriz que ainda dói.
Vê se toma juízo, coração, porque não é só de paixão que você vive. Qualquer dia uma emoção forte como essas que você gosta de viver ainda vai fazer você parar de bater. E sem você, meu amigo, sem você eu não vivo.

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